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Sou municipalista convicto e comprometido com o desenvolvimento do estado, afirma deputado federal Irajá Abreu ao portal notícias da ATM

Goianyr Barbosa - ASCOM/ATM


O deputado Irajá Abreu (PSD) falou à reportagem do Portal Notícias da ATM dos seus sete anos de trabalho na Câmara dos Deputados, listando as votações em plenário, proposições de matérias, trabalho nas comissões e as audiências ministeriais com prefeitos e prefeitas com a finalidade de carrear recursos aos municípios. Neste quesito, o deputado fez um balanço de todo o montante de recursos já aportados, fruto da sua luta, aos cofres das 102 prefeituras tocantinenses. Segundo Abreu, fora as emendas de bancada e pedidos extras, cerca de R$300 milhões já chegaram às prefeituras com finalidades diversas, como por exemplo, nas áreas da saúde, educação, segurança pública, infra-estrutura, esporte e lazer.

Por outro lado, o deputado discordou do Observatório Político da Confederação Nacional de Municípios (CNM), órgão que avalia a atuação dos congressistas e cujo critério de peso é o voto do parlamentar favorável às bandeiras que a entidade máxima do municipalismo defende. O deputado assegurou, no entanto, que tem votado a favor dos temas municipalistas na Câmara, sempre ouvindo os prefeitos, prefeitas, vereadores e as lideranças da sua base política. Acompanhe mais esta entrevista da nossa série com parlamentares da bancada tocantinense no Congresso Nacional.
  
Ser municipalista, de acordo com o que pensa e defende as entidades que congregam os 5.570 prefeitos brasileiros, não basta só o parlamentar levar recursos ou estar presente junto aos entes federados, mas, sim, comprometer-se com as bandeiras preconizadas pelos munícipes. Como o senhor tem agido e atuado em defesa dessas causas?

Bom, eu me sinto muito a vontade para tratar da pauta municipalista. Eu tenho uma atuação muito afinada com as demandas dos prefeitos tocantinenses. O partido em que estou filiado teve a oportunidade de eleger nas últimas eleições mais de 30 prefeitos, o maior número de eleitos entre os partidos políticos tocantinenses. Eu tenho sempre um bom diálogo com todos eles, uma boa interlocução entre os gestores de cidades pequenas, médias e grandes. Prova disso e consta no Portal da Transparência que todas as votações no Congresso eu me posicionei a favor dos prefeitos tocantinenses, sempre por uma questão de respeito e responsabilidade com as nossas cidades. Sempre tive uma votação expressiva no interior do estado, sendo que a maior parte dos meus votos está pulverizada em todas as regiões do Tocantins, ou seja, do Bico do Papagaio ao Sudeste. Por isso, a minha preocupação de estar sempre atento a essas demandas. Além do meu voto em plenário a favor dos municípios, eu tenho também pautado minha atuação através da obtenção de recursos federais, por meio de emendas. Desde o meu primeiro mandato até o atual momento, que as minhas emendas já atenderam 110 municípios. Por fim, tenho apresentado projetos qualificados que vão ao encontro das necessidades e dos anseios dos nossos prefeitos e prefeitas tocantinenses, assim como do governo estadual.

Há os interesses municipalistas de um lado e, de outro, os interesses do governo federal que não deseja abrir mão da fatia do bolo que a União arrecada. Nesses casos, de que lado o senhor tem se colocado?

Eu nunca tive nenhuma dificuldade em relação a isso, mesmo tendo feito parte da base da presidente Dilma e agora em oposição ao presidente Temer. Em ambos os casos, sempre votei pelos interesses dos municípios aqui na Câmara, nas suas reivindicações econômicas, nessa queda de braço que os municípios têm lutado por mais recursos. Eu nunca tive nenhum problema em me posicionar ao lado dos municípios, até porque os municípios têm um papel importante na vida do cidadão, seja na área da saúde, educação, no atendimento social, ou seja, são os municípios que acabam sobrecarregados com esse ônus, essa responsabilidade inacabável. Por conta disso, eu não teria condições de ter uma opinião divergente daquela defendida pelo movimento nacional de prefeitos.

O Observatório Político da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) tem por finalidade avaliar os deputados e senadores que atuam na defesa dos interesses municipalistas, seja nas votações em plenário ou nas comissões. Pois bem, dos deputados tocantinenses, o senhor figura na penúltima colocação, segundo o órgão avaliador. O senhor tem alguma justificava em ralação ao posicionamento avaliador da entidade?

Se o critério do observatório for a presença física, nós temos um campeão que é o deputado Tiririca. Nesse ranking eu prefiro ficar até em último lugar. Tenho pautado meu trabalho não pela quantidade, mas pela qualidade. Acho que um parlamentar, seja vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, ele tem que ser avaliado e julgado pelo seu desempenho. Portanto, o critério mais justo, mais racional, acredito eu que seja a qualidade da atuação desse parlamentar, na liberação de recursos que destina aos municípios ou através dos bons projetos que são propostos e que podem mudar a vida do cidadão para melhor. Eu asseguro que tenho sido muito correto na proposição de matérias que são bandeiras municipalistas. Por outro lado, o meu nome tem sido muito lembrado por outros institutos, por outros observatórios que avaliam a trajetória dos políticos com assento no Congresso. Cada instituto tem o seu critério, mas recebo com muita humildade esse resultado, embora discordando dos critérios. Um político deve ser julgado pela sua qualidade, pelo seu desempenho e não somente pela presença física.



Este semestre foi de importantes batalhas que culminaram com avanços importantes às prefeituras brasileiras, tais como: derrubada do veto presidencial ao Encontro de Contas, o Auxílio Financeiro aos Municípios (AFM), aprovação da MP da mineração, entre outras. O senhor apoiou toda a pauta defendida pelo movimento nacional municipalista?

Sim, todos os projetos eu votei favorável. As informações estão no Portal da Transparência. Aliás, o cidadão tem o dever, por exemplo, de acompanhar o trabalho do seu parlamentar. Nesse particular, foi tranqüilo, não vi nenhuma pressão do governo em relação ao voto dos parlamentares. Votei com minha consciência por entender a importância desses projetos para a sobrevivência dos municípios brasileiros.

O senhor poderia fazer uma avaliação de suas conquistas mais importantes aos Municípios e ao Estado durante esse período no Congresso?

Se fizermos um levantamento e também são dados oficias que estão disponíveis nos órgãos competentes, um cálculo durante os meus dois mandatos, de 2011 até o ano de 2017, eu destinei de recursos próprios, sem falar naqueles recursos que os prefeitos conseguem nas áreas ministeriais, mas que muitos parlamentares contabilizam nas cotas deles, não estou falando de recursos de bancada, eu consegui nesses sete anos de mandato destinar aí pala a ordem de R$ 300 milhões aos municípios. Os tais recursos foram empregados nas áreas da saúde, infraestrutura, esporte, asfalto, enfim, nas diversas áreas que são importantes na geração de renda, emprego e bem-estar social.

O fato de ter a mãe, a senadora Kátia Abreu, considerada hoje uma liderança nacional, ajuda, facilita na consecução de pleitos junto ao governo federal?

Claro que você ter na família uma referência é muito importante e desafiadora. A senadora Kátia Abreu ao longo de mais de 20 anos de vida pública sempre foi muita conhecida no Tocantins e fora por ser uma grande parlamentar, sempre ajudou os municípios, viabilizando os recursos solicitados pelos prefeitos e prefeitas. Por outro lado, os relacionamentos abrem oportunidades, portas, eu sempre procurei ter esse diferencial para o bem, ou seja, alavancar mais recursos ao Estado, ajudar ainda mais os municípios, e essa grande referência que a senadora tem para mim passa a ser um parâmetro de desafio para que eu possa exercer a minha atividade cada vez melhor.

Um projeto que começou despertar interesse da sociedade tocantinense, já aprovado na Câmara e já tramitando no Senado, é o que permite a transposição das águas do Rio Tocantins para o Rio São Francisco. Por que a bancada tocantinense não se posicionou anteriormente em relação ao projeto, promovendo seminários no Estado, audiências públicas, ouvindo técnicos sobre o assunto?

Eu sou desfavorável o uso do Rio Tocantins para essa finalidade. Já me manifestei publicamente. Acho isso temerário. Não vejo com bons olhos e o Tocantins não tem nada a ganhar com essa medida.

Qual a mensagem que o senhor deixaria aos prefeitos e prefeitas do Estado neste final de ano?

Eu sempre fui muito otimista, sei das dificuldades que foi este ano. Os prefeitos sofreram muito com essa falta de recursos, o desemprego altíssimo nas cidades, o medo da inflação voltar, os juros altíssimos, enfim, mas acredito que o ano de 2018 será bem melhor. Vamos dar a volta por cima. O País vai reequilibrar suas contas, a economia já acena positivamente, o desemprego estabilizou. Eu já vejo um ânimo maior por parte dos comerciantes, dos produtores rurais, do trabalhador. Eu já sinto um clima diferente. Com certeza o Natal e o reiveilon serão um grande divisor de águas. Vamos dar a volta por cima e o país vai retomar o crescimento. O Tocantins vai deslanchar, porque é isso que torcemos e queremos.