+Aberto oficialmente os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas em Palmas
Publicado em: 26 de Outubro de 2015 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
Um
espetáculo cultural, transformado numa verdadeira celebração de povos de várias
partes do mundo, marcou a abertura da primeira edição dos Jogos Mundiais dos
Povos Indígenas em Palmas, na capital do Tocantins, na noite desta sexta-feira,
23. Indígenas de 24 etnias brasileiras e representantes de outros 23 países
fizeram um espetáculo de cores e demonstração de cultura na Arena Verde, na
Vila dos Jogos. O público vibrava a cada
entrada das delegações, que apresentavam um pouco de suas tradições com cantos,
gritos de guerra e dança. Além das etnias brasileiras, entre os países
representados no evento estavam Argentina, Filipinas, Canadá, Etiópia, Nova
Zelândia, Chile, Uruguai e Bolívia. Cerca de 2 mil atletas competem em diversas
provas. O
gestor de Palmas participou da cerimônia ao lado da presidente Dilma Rousseff e
demais autoridades, como o governador Marcelo Miranda, os ministros George
Hilton (Esporte) e Kátia Abreu (Agricultura), além de senadores, deputados
federais e estaduais. Evidência
A cerimônia durou
aproximadamente três horas e não foi marcada apenas pelo clima de festa. Aberto
pelo diretor do Comitê Intertribal, Marcos Terena, houve reivindicações por
parte dos indígenas. Terena fala ao lado da presidente Dilma Rousseff, do prefeito de Palmas, Carlos Amastha e do Governador Marcelo Miranda
Terena, como fez questão
de dizer, quebrou o protocolo e fez saudações aos indígenas. Em seguida, chamou
o prefeito de Palmas, Carlos Amastha, o governador do Tocantins, Marcelo
Miranda, e a presidente Dilma para anunciar oficialmente que “estão abertos os
Jogos”.
Para
Terena, o evento serve também para difundir as ideias dos indígenas. “Vamos
demonstrar ao mundo que estamos preocupados com as mudanças climáticas, com o
respeito ao direito da mulher e das crianças... O respeito ao mais velho”,
disse.
A PEC 215, em tramitação na
Câmara e que transfere a decisão da demarcação de terras indígenas do
Ministério da Justiça para o Congresso Nacional, também foi destacada por
lideranças indígenas. As lideranças indígenas são contrárias à proposta.
Apesar da presença da presidente Dilma Rousseff e demais autoridades do Brasil,
não houve discurso. “Foi uma festa dos indígenas, da maneira deles e para eles.
Algo magnífico, estupendo que ficará marcado na história mundial. Palmas e os
palmenses devem ter orgulho de dizer que isso tudo foi aqui nessa terra
maravilhosa e abençoada”, disse o prefeito de Palmas, Carlos Amastha.
Amastha celebrou o fato de Palmas ficar marcada e propagada para todo o mundo
ao sediar o evento. “É completamente imensurável o que representará para
Palmas e para o Tocantins o acontecimento de hoje. Não precisamos nem falar do
legado imaterial no que se refere à mídia espontânea de Palmas para o mundo,
mas o que fica é o marco histórico de um evento que reuniu num só lugar
culturas, raças, tradições e costumes dos quatro cantos do planeta”, disse.
Preocupação Indígena