+Araguaína pede apoio da ATM para receber do Governo do Estado recursos da saúde
Publicado em: 11 de Agosto de 2016 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
Dimas protocolou ofício na ATM no qual contextualiza as pactuações entre Estado e Município. O documento detalha os programas pactuados e o custo de cada parceria. “Cada dia que passa o débito vem aumentando, principalmente com aquelas municípios que detém uma estrutura de saúde maior, como é o caso de Araguaína, Gurupi e Palmas, entre outros municípios que têm hospitais municipais e Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs” revela o gestor.
O prefeito de Araguaína destaca ainda os repasses atrasados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU e os valores referentes à contrapartida obrigatória da Farmácia Básica e insulinos dependentes. “Governo do Estado tem colocado em dificuldade as gestões municipais e, conseqüentemente, os munícipes que dependem dos serviços de saúde. Não é possível o Município assumir obrigações do Estado”, dispara o prefeito de Araguaína.
Presidente da ATM, João Emídio de Miranda (Esq) e o prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (dir) discutem repactuação dos recursos da saúde
Débito
No documento, o prefeito de
Araguaína informa que o Município detém duas pactuações com o Estado, sendo a
manutenção do Hospital Municipal Dr. Eduardo Medrado, referência em pediatria e
oftalmologia para 65 municípios do Norte tocantinense, e a UPA, referência em urgência
e emergência na região. O custo mensal atual das duas unidades de saúde é de R$
2.358.228,58, sem considerar os reajustes e aumentos na aquisição de insumos e
materiais de consumo,que poderá elevar esse custo para R$ 2.728.014,22.
O débito do Governo do
Estado para com o município de Araguaína referente a UPA é de R$ 4.770.800,00.
Já a dívida referente ao SAMU é de R$ 717.191,00, enquanto o débito referente à
contrapartida obrigatória da Farmácia Básica e insulinos é de R$ 921.463,85. A
dívida total que o Estado detém com o Município é de R$ 6.409.454,85, informa o
documento.
Atendimento
No ofício, o prefeito de
Araguaína é categórico em afirmar que “não ocorrendo a quitação dos débitos e a
repactuação pretendida, a partir do dia 21 presente mês (agosto) somente serão
atendidos no Hospital Municipal Dr. Eduardo Medrado e na UPA os pacientes
residentes em Araguaína”, destaca o texto. Dimas pede ainda que a ATM informe
os Municípios circunvizinhos à Araguaína que os atendimentos de pacientes
dessas localidades poderão ser suspensos a partir da data mencionada.
Por sua vez, o presidente da
ATM se comprometeu em acompanhar o prefeito de Araguaína durante audiência com
o secretário de Estado da Saúde, tanto para engrossar o coro no processo de
cobrança, como para buscar uma repactuação séria e comprometida com todos os
Municípios tocantinenses.