+ATM alerta sobre quadrilha que está tentando aplicar golpes nas prefeituras
Publicado em: 23 de Janeiro de 2014 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
Para se ter uma idéia, em Pedro Afonso, região nordeste do Tocantins, uma suposta oficial de justiça do estado de São Paulo teria entrado em contato no último domingo com a prefeitura municipal, ao informar sobre uma possível liminar que bloquearia todas as contas bancárias da gestão municipal, caso uma suposta dívida com empresa denominada EB Telefônica não fosse paga.
Durante o golpe, a quadrilha tende a citar o envio de precatórios às prefeituras e o pagamento imediato da dívida, além de informar sobre a liminar. Nesta situação, a recomendação é que a liminar seja enviada para a prefeitura e em seguida analisada à correta observação dos dados.A denúncia foi feita pelo secretário de planejamento Willian Soares Ferreira do município de Pedro Afonso. A polícia federal e civil já foram informadas sobre a suposta fraude.
O crime de acordo com a polícia é de estelionato, o secretário recebeu uma ligação no telefone fixo da referida prefeitura de uma senhora que se identificava como Maria Vitoria, apresentando como Oficial de Justiça do Fórum da 1ª Vara Cível do estado de São Paulo.
A
determinação da senhora era que fosse efetuado pagamento de 50% de um valor de
dívida total equivalente a R$ 19.887,00, correspondente a R$ 9.938,50, divida
esta junto a EB telefônica, pois já havia sido enviada uma carta precatória,
motivo pelo qual foi expedito um bloqueio de todas as contas bancarias da
prefeitura de Pedro Afonso impedindo assim o recebimento de todos os repasses,
inclusive das verbas federais. "Quando ela me disse que havia enviado a carta
precatória para a prefeitura eu percebi que tinha alguma coisa errada. Porque
esse tipo de documento é enviado primeiro aos fóruns", disse o secretário
de Planejamento. Não
tendo conhecimento da dívida o secretário Willian Soares, pediu que fosse
enviada uma copia da referida liminar. Foi então que o secretário percebeu
algumas inconsistências, tais como: logomarca, número do processo, erros de
português e concordância. "Depois
de receber o documento percebi que havia erros grosseiros, inclusive de
português. No fim dizia: sem mais para o momento. Nunca vi decisão da justiça
finalizar o texto assim", explica. Para
o gestor administrativo avisar a polícia foi o primeiro passo quando deparou com aquelas
informações divergente, “fui à polícia porque esses tipos de fraudes estão
sendo cada vez mais freqüentes, cabe a nós verificar todas as informações para
não cair nesse engano, e fica um alerta a todas as prefeituras”, finalizou Willian
Soares. Foi
feito um boletim de ocorrência na polícia federal e civil de Palmas, registrado
no dia 21/01/2014.
Caso os gestores passem por
este episódio, devem entrar em contato imediato com o corpo jurídico do
município. A ATM coloca a disposição o Departamento Jurídico da entidade para
esclarecimentos e procedimentos cabíveis a essa situação.


Quadrilha
organizada
De acordo com o que foi
divulgada na imprensa estadual, a quadrilha aparenta atuar de modo organizado e
com um esquema bem armado. Contudo, na liminar é possível perceber erros
grosseiros de português e brasões incompatíveis com a instituição responsável
pelo documento.