+ATM participou de reunião com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília
Publicado em: 23 de Outubro de 2015 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
Membro
do conselho político da Confederação Nacional de Municípios – CNM, o prefeito
de Brasilândia e presidente da Associação Tocantinense de Municípios – ATM,
João Emídio de Miranda, juntamente com a diretoria da CNM e demais presidente
de entidades municipalistas, se reuniu com a presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira,
22, no Palácio do Planalto. Durante o encontro, os membros do movimento
municipalista apresentaram à chefe do Executivo Nacional as demandas
prioritárias dos Municípios. Presidentes de entidades municipalistas, diretoria da CNM, ministros e a presidente da República discutem as pautas dos Municípios brasileiros (Foto: Elza FiúzaABr)
Dentre os tema defendidos
está a solicitação de apoio da base do governo à aprovação de emenda aglutinada
da proposta sobre o Imposto Sobre Serviço (ISS), já aprovada na Câmara dos
Deputados e em tramitação no Senado Federal. A aprovação da medida garantiria
R$ 8 bilhões a mais para os cofres municipais, ao proporcionar maior
descentralização na partilha do imposto. Além do ISS, os membros do movimento
municipalista sugeriram o retorno da Contribuição Provisória sobre
Movimentações Financeiras (CPMF), com alíquota de 0,38%, divida entre os três níveis
de governo.
CPMF
O presidente da ATM explicou
a defesa dos prefeitos quanto ao retorno da CPMF. “Reconhecemos que a volta da
CPMF é uma medida antipática, principalmente para o contribuinte. Contudo, no
cenário de crise que vivemos, a medida é de grande importância para o equilíbrio
financeiro da nação brasileira”, disse João Emídio, ao salientar que os
recursos da CPMF nos Municípios serão aplicados exclusivamente na saúde e
educação.
Dos 0,38% sugeridos pelo
municipalismo, 0,20% ficaria com a União, 0,9% com os Estados e 0,9% com os
Municípios. A maioria dos governadores também é favorável ao retorno da CPMF,
com a mesma alíquota e divisão defendida pelos prefeitos. “Nesta situação, o
ônus recairia sobre todos os governantes das três esferas de poder, que hoje
clamam por mais recursos para atender à população”, frisou Emídio. 
Pautas
Além do ISS e da CPMF, o
presidente da ATM revelou que o movimento municipalista pediu a presidente
Dilma Rousseff, mudanças no critério que define o reajuste do Piso do Magistério.
Solicitaram ainda o cumprimento do acordo firmado entre Governo, Congresso e
CNM quanto ao repasse do aumento de 1% do Fundo de Participação dos Municípios,
assim dividido: 0,5% concedidos em julho
de 2015 e 0,5%, em julho de 2016. A primeira parcela do acordo, porém, foi de
apenas 0,25%. Por fim, os gestores solicitaram a correção dos valores da série
de programas que o governo federal oferece aos Municípios, pelo INPC, uma vez
que os valores, em maioria, não são reajustados há mais de 10 anos.
Posicionamento
da presidente
Segundo a CNM, Dilma Rousseff demonstrou ter conhecimento
sobre as pautas apresentadas pelos gestores municipais e seus desdobramentos
nos Municípios. Ela acredita que a reunião foi um momento para discutir
detalhadamente esses temas e buscar alternativas que possam tirar os entes
federados dessa situação caótica na qual se encontram.
A presidente sinalizou,
porém, que devido ao momento desfavorável da economia brasileira, não será
possível lidar com questões como o reajuste dos programas federais. Estudos
realizados pela Confederação apontam que os repasses estão defasados há pelo menos
10 anos.
Dilma também não firmou
compromissos sobre a contrapartida da União para custear o Piso do Magistério e
o repasse de 0,25% do FPM que ainda não foi concedido aos Municípios. Por outro
lado, a presidente trouxe à mesa um tema polêmico: a volta da CPMF. O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo
Berzoini, reconheceu que o governo trabalha com a possibilidade de alíquota de
0,38%.Adiantou que espera a colaboração dos prefeitos para pressionar os
parlamentares e aprovar a volta do tributo. A proposta está na Comissão de
Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aguardando relator. (Com informações da CNM).
Clique aqui para visualizar a carta entregue à presidente