+ATM visita MPE e TCE durante semana de Paralisação Geral das Prefeituras do Tocantins
Publicado em: 2 de Outubro de 2015 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
No MPE, a ATM apresentou as motivações que levaram as prefeituras de todo o Estado do Tocantins a paralisarem setores administrativos, entre outras áreas do serviço público. “Estamos aqui para expor a situação financeira das gestões municipais e frisar que o movimento de paralisação das prefeituras é um protesto pacífico e de natureza educativa, pois é uma forma de chamar a atenção do cidadão para os problemas que enfrentam os Municípios de todo o Brasil”, disse o presidente da ATM, ao defender que os prefeitos estão empenhados no progresso de suas comunidades.
Procurador-Geral de Justiça, Clenan Renaut de Melo Pereira (dir) e Presidente da ATM, João Emídio de Miranda Encontro no MPE reuniu prefeitos, representantes e o procurador-Geral do MPE Reunião no TCE
Sensível
ao movimento
O Procurador-Geral de
Justiça afirmou não ter nada contra o movimento e reconheceu que o protesto é
um modo de os prefeitos mostrarem as populações que estão preocupados em
melhorar suas cidades. “Nós repassamos apenas recomendações aos promotores para
que acompanhem o andamento dos serviços públicos durante a manifestação, para
não deixar a população a mercê”, frisou.
Clenan disse ainda que o MPE
entende a crise dos Municípios,pois observa a crise nacional instalada. Além
disso, o procurador revelou que a crise financeira é também sentida pelo
Ministério Público.
Fechamento
das contas
No Tribunal de Contas, os
principais argumentos do movimento municipalista abordavam a preocupação dos
gestores municipais no fechamento das contas no fim do exercício. “O que nós
teremos que fazer para fechar as contas diante das constantes quedas de
repasses?”, indagou o prefeito de Tocantínia, Muniz Araújo. Por sua vez, o
prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano, revelou que promoveu demissões na área
da educação e conseguiu colocar o
Município dentro do limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF,
quanto ao pagamento da folha. “Contudo, as recentes quedas nas receitas
colocaram o Município acima do limite estabelecido pela LRF, na casa dos 54,11%
de gastos com pessoal” desabafou.
O conselheiro Manoel Pires
recomendou aos prefeitos que informem o Tribunal de Contas sobre a redução das
receitas, bem como o não recebimento de repasses constitucionais. “Se trata de
informações de grande necessidade para a tomada de decisões da corte. Não
deixem de vir ao TCE, pois as instituições buscam cada dia mais a transparência”,
aconselhou Pires.
Notificados antes do início
da paralisação, os dois órgãos mostraram sensibilidade à causa dos Municípios
tocantinenses.
Participantes
Participaram dos encontros os prefeitos de Ananás, Araguanã, Buriti do Tocantins, Carmolândia, Fátima, Lagoa do Tocantins, Mateiros, Miranorte, Nova Olinda, Pau D'Arco, Pedro Afonso, Porto Nacional, Santa Rosa do Tocantins, Sítio Novo do Tocantins e Tocantínia.