+Debate com pré-candidatos à Presidência da República marcou o segundo dia da Marcha a Brasília

Publicado em: 14 de Maio de 2014 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021

O segundo dia de evento da XVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios foi marcado pelo debate com os pré-candidatos à presidência da República, Eduardo Campos e Aécio Neves. O auditório do Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) estava lotado de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, todos atentos as propostas de governo apresentados pelos presidenciáveis e as explicações de cada um para as indagações levantadas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), sobre as gestões municipais.

Antes da Marcha, a CNM solicitou aos prefeitos e entidades estaduais que representam os Municípios, temas e questionamentos que deveriam ser apresentados no evento aos pré-candidatos. Aos presidenciáveis, foram expostas perguntas sobre a autonomia dos Municípios e desoneração de impostos; o subfinanciamento dos programas federais; o impacto das novas propostas de pisos salariais; o percentual mínimo de aplicação de recursos na saúde e o plano de governo que cada um tinha para o Municipalismo.

 

                                 Pré -candidato Eduardo Campos e Marina Silva

 

                                            Pré-candidato, senador Aécio Neves

Questionamentos

“São perguntas abrangentes, muito bem colocadas e direcionadas, que refletem o momento que as administrações públicas estão vivendo. Percebo que os candidatos têm se mostrados sensíveis às indagações, ao apresentar soluções e alternativas para os gargalos dos problemas municipais. O debate está sendo oportuno e proveitoso”, enfatizou o prefeito Francisco Tozzatti (PSB), o Chicão, que participa pela primeira da Marcha a Brasília.  

  

                                             Prefeito de Dois Irmãos, Chicão

Avaliar as propostas

O presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM) e prefeito de Almas, Leonardo Cintra (PSDB), avaliou como altamente propositivo o segundo dia da Marcha, uma vez que os gestores municipais tiveram condições de avaliar as propostas dos presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos. “A Marcha sai fortalecida, a CNM marca um tento importante quando traz para a arena de reuniões nomes que têm experiência administrativa, uma vez que governaram importantes estados da Federação. O que temos a lamentar foi a omissão da presidente Dilma Rousseff, que garantiu presença e recuou. Parece-me que não tem muito a oferecer de significativo”, protestou.

Fortalecimento

Por sua vez, o prefeito de Pium, Manoel Palma (PSD), afirmou que a presença de Aécio Neves e Eduardo Campos fortalece o movimento municipalista, visto que assumiram pontos que, se eleitos, poderão ser cobrados. “A iniciativa de trazer os presidenciáveis tem que ser elogiada por todos nós. O regime democrático é isso, é debate, é assumir compromisso e cumprir após eleito. Por outro lado, não ficou bom para o governo e a presidente Dilma não dar satisfação aos mais de cinco mil prefeitos presentes nestes dias de evento. Muitos vão cobrar dela nas urnas”, disse.

Novo federalismo

Para o prefeito de Monte Santo, Francisco Lima (PMDB), o Dedé, a Marcha é irreversível, uma vez que é capaz de mobilizar prefeitos de todo o país, vice-prefeitos, vereadores, governadores, deputados e senadores, com um único objetivo de estabelecer um novo federalismo. “Só um movimento como este será capaz de por fim a este arrocho que estamos submetidos. As vitórias virão, ou mais cedo o mais tarde com essa união de todos nós, mesmo com a presidente se negando a comparecer, aqui está à voz de todo o povo brasileiro”, destacou.

  

                                             Prefeito de Monte Santo, Dedé 

A última etapa dos prefeitos em Brasília neste segundo dia de evento será um encontro com a bancada Federal, no Congresso Nacional. Amanhã, será o encerramento oficial, com a leitura da Carta referente à XVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. (Goianyr Barbosa e Victor Morais/Ascom ATM)