+Esclarecimentos sobre bloqueio de recursos do PMCMV são repassados a prefeitos pelo MPF
Publicado em: 1 de Fevereiro de 2014 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
Renata
Ribeiro Baptista2º Ofício da Defesa do Patrimônio Público e SocialProcuradora Regional dos Direitos do Cidadão Substituta
renatabaptista@mpf.mp.br
Fone:
3219 7230
Luana
Vargas Macedo3º Ofício Criminalluanamacedo@mpf.mp.br
Fone:
3210 7232
Victor Morais/Ascom ATM
A falta de capacidade
técnica e operacional de construtoras responsáveis pela construção de unidades
habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), além de suposto
envolvimento em fraudes, levou o Ministério Público Federal (MPF) a conseguir
na Justiça Federal, em caráter liminar, a suspensão da liberação de recursos
para as empresas investigadas. Nesta sexta-feira, 31/01, prefeitos e
representantes de municípios tocantinenses tiveram reunião com procuradores do
MPF, para entenderem a situação e esclarecerem os procedimentos a serem tomados
daqui para frente.
Participaram da reunião
os prefeitos Alan Brasil (Araguanã), Enoque Portilho (Nova Rosalândia), João
Gomes Nepumoceno (Bernardo Sayão) e a prefeita Leila Rocha (Barrolândia), que na
condição de vice-presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM),
representou os demais prefeitos dos municípios ligados à suspensão dos
recursos. Ainda, representantes de Conceição do Tocantins e Jaú do Tocantins
participaram do encontro. Ao todo, 117 cidades não receberão recursos destinados
ao PMCMV, referentes à primeira e segunda etapa do programa.
Ônus
político
A prefeita de Barrolândia
relatou o cenário preocupante do programa em seu município. “Temos 40 casas
populares a serem entregues aos beneficiários do programa, pela etapa PAC 1,
todos ansiosos para terem a casa própria. Boa parte das obras estão ainda em fase
de construção, gerando ainda mais expectativa nos contemplados, que passam a
cobrar constantemente de nós (gestores públicos) a entrega do benefício. Em
algumas casas, levantamos esforços com a comunidade e concluímos a obra”, revelou
Leila Rocha, que ressaltou durante a reunião o ônus político que os gestores municipais
estão passando com ineficácia das construtoras. A etapa PAC 1 do PMCMV deveria
ocorrer entre 2009 e 2011.
Ressalvas
As procuradoras do MPF,
Renata Ribeiro Baptista e Luana Vargas Macedo, que atuam em defesa do
patrimônio Público e Social, alertaram para situações como a conclusão das
obras por parte da prefeitura, que pode alterar o objeto de fiscalização em uma
possível verificação física das casas e, com isso, prejudicar o processo de
fiscalização. Além disso, solicitou aos presentes certos procedimentos que
poderão corroborar no processo de investigação das empresas envolvidas. São eles:
As supostas
irregularidades foram detectadas durante ação de fiscalização da Controladoria Geral
da União (CGU) como terceira fase de uma auditoria especial referente ao PMCMV
para municípios com até 50 mil habitantes, entre julho e agosto de 2013.
De acordo com o MPF, as
instituições financeiras denunciadas são o Banco Paulista SA, Cobansa Companhia
Hipotecária, Domus Companhia Hipotecária e a Companhia Hipotecária Brasileira.
A ação denuncia ainda as construtoras Concrefort Construtora Ltda, Construtora
Domínio Ltda e Savana Construtora e Incorporadora Ltda.
Municípios
oficiados
Para verificar se as supostas irregularidades constatadas se repetiam, a
Procuradoria da República no Estado do Tocantins expediu ofícios para todos os
municípios com até 50.000 habitantes que estão abrangidos pela Seção Judiciária
do Estado do Tocantins (Capital), indagando a seus gestores a situação local do
PMCMV – etapa PAC 1. Confirmando a previsão da CGU/TO, que as irregularidades são
verificadas na quase unanimidade dos municípios oficiados.
Contatos
no MPF