+Marcha a Brasília: prefeitos do Tocantins vão à capital Federal lutar pelo desenvolvimento dos municípios
Publicado em: 27 de Maio de 2015 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
Segundo o presidente da ATM, João Emídio de Miranda, a Marcha ocorre em momento oportuno, quando o Governo Federal repensa suas políticas diante da instabilidade econômica e se enfraquece no jogo político com o Congresso Nacional. “O grito municipalista ecoará com maior ressonância nos corredores e bastidores do Palácio Alvorada e do Congresso Nacional. A massa de prefeitos está firme e forte na pressão pelo pacto federativo, pela reforma política e por outros assuntos que contribuem pelo processo de desenvolvimento de nossas comunidades. Não vamos desistir dos Municípios”, frisou o prefeito de Brasilândia.
Presidente da ATM e prefeito de Brasilândia, João Emídio de Miranda Presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, discursa durante a Marcha Presidente do PSDB Nacional, senador Aécio Neves defende propostas sobre a Reforma Política Prefeito de Arapoema, Assilon Soares Filho
Ausência
consecutiva
Convidada pela CNM, a
presidente do Brasil, Dilma Rouseff, não compareceu a Marcha. Segundo seu
representante, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, Dilma viajou para o
México – gerando assim descontentamento geral nos prefeitos presentes, ansiosos
em ouvir as propostas da chefe da nação brasileira. É a segunda vez consecutiva
que a presidente não prestigia o maior evento municipalista da América Latina.
Pacto
Federativo
O ministro Kassab discursou
para os mais de quatro mil prefeitos presentes, tendo sua fala mensurada pelo
público por meio de aplausos, vaiais e gritos de protesto. “O problema dos
Municípios somente será solucionado quando reunirmos representantes do
Executivo, Legislativo e Judiciário, das três esferas de poder, para que assim
possamos ter uma discussão ampla sobre a redistribuição de competências e
recursos”, destacou.
Crise
Por sua vez, o presidente da
CNM, Paulo Ziulkoski, enfatizou nunca ter presenciado uma crise econômica,
política e estrutural no Brasil. “Temos que reconhecer que há um conflito
federativo, cuja solução está no diálogo e na transparência dos recursos.
Estamos vendo um país com crescimento zerado, PIB estagnado, juros em alta,
crise política e corrupção, ou seja, uma conjuntura nada favorável” disse o
Ziulkoski, que revelou o montante de R$ 117 bilhões retirados dos municípios em
2014, ocasionado pelas desonerações fiscais promovidas pelo Governo Federal. O
presidente da CNM aproveitou a oportunidade para solicitar à Kassab a
prorrogação do prazo de entrega dos planos de resíduos sólidos e mobilidade
urbana.
Reforma
Política
Numa etapa da programação do
encontro, os prefeitos conheceram as propostas para a Reforma Política das
lideranças dos dez maiores partidos políticos brasileiros – entre os líderes
estava o presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSBD),
senador Aécio Neves, que defendeu mandatos do executivo e legislativo de cinco
anos e fim das reeleições . Após as apresentações, a CNM cedeu espaço para que
os prefeitos indagassem as propostas.
O prefeito de Arapoema,
Assilon Soares Filho, aproveitou a oportunidade para criticar as campanhas
políticas durante as eleições. “Pra se chegar ao poder o candidato compra seu
mandato. Isso é pura corrupção”, disse o prefeito do município localizado no
norte do Tocantins.
Programação
Nesta quarta-feira, 27,
estava prevista a participação de todos os senadores, deputados federais e
governadores do Brasil. Segundo a CNM, o governador Marcelo Miranda confirmou
presença. Já os parlamentares terão a presença confirmada no encontro por meio
de painel eletrônico, similar ao utilizado no Congresso Nacional.