+Ministério da Saúde orienta sobre monitoramento de casos suspeitos de reinfecção pela COVID-19
Publicado em: 4 de Novembro de 2020 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) chama atenção de gestores municipais para Nota Técnica 52/2020 do Ministério da Saúde que trata das orientações que Estados e Municípios devem seguir para identificar casos suspeitos de reinfecção do novo coronavírus. O documento da Secretaria de Vigilância em Saúde define o que é considerado um caso suspeito e detalha fluxos para notificação e envio de amostras para análise.
A ATM frisa a importância da realização desse acompanhamento para que possamos superar a crise em que estamos vivendo e para manutenção de todas as medidas de prevenção e controle da transmissão da COVID-19 nos municípios. Para realizar o monitoramento de forma efetiva, é necessário que o gestor se atente aos detalhes descritos na nota técnica.
Entende-se como suspeita de reinfecção, segundo a nota, quando há 2 resultados positivos do exame RT-PCR, com intervalo igual ou superior a 90 dias. O resultado é valido independente da condição clinica observada no paciente durante a infecção respiratória. O ministério reforça que é preciso haver disponibilidade das duas amostras biológicas, com conservação adequada.
Para comunicação e esclarecimento de dúvidas relacionadas a suspeitas deve ser usado, prioritariamente, o e-mail gripe@saude.gov.br. Também no endereço eletrônico devem ser encaminhados as fichas de notificação do caso suspeito (e-SUS Notifica, SIVEP-Gripe e GAL) digitalizadas e um relatório de investigação do caso.
As amostras dos dois exames são condição obrigatória para investigação dos casos suspeitos e devem ser enviadas juntas para Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo da Fiocruz, no Rio de Janeiro, ou para o Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo, ou para o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará. O local de análise é o que for referência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do remetente.
Além do protocolo descrito acima, as requisições devem ser cadastradas no Sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), acompanhadas das fichas epidemiológicas e dos resultados do laboratório para os exames RT-PCR. O documento também estipula que as amostras devem ser enviadas em recipiente de transporte UN3373 com gelo seco.
Quanto à requisição padrão de transportes de amostras tem de ser preenchida e encaminhada para a Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), no e-mail transportes.cglab@saude.gov.br.
A publicação da nota deve-se ao fato de que estudos recentes admitem a possibilidade de reinfecção pelo vírus em um curto período de tempo, surgindo então a necessidade de sistematizar casos e definir protocolos de medidas de prevenção, controle e atenção aos pacientes.
Por Amanda Dias
Revisão: Victor Morais