+Municípios discutem estratégias para redução da mortalidade materno-infantil
Publicado em: 28 de Agosto de 2015 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
Dezesseis municípios que integram a
Região Médio-Norte Araguaia participaram na manhã desta terça-feira, 25, no
auditório do Cerest de Araguaína, do Fórum Perinatal da Região de Saúde de
Araguaína. O objetivo do evento é discutir estratégias para redução da
mortalidade materno-infantil no Estado. Segundo o Ministério da Saúde, o
Tocantins está entre os Estados com maior número de óbitos. No ano passado,
Araguaína teve três óbitos. A intenção é de promover um fórum em cada semestre.
Estavam presentes no fórum o
superintendente de Atenção Básica de Araguaína, Murilo Bastos; a apoiadora da
Rede Cegonha no Hospital Dom Orione, Goiamara Borges; a apoiadora do Ministério
da Saúde da Criança, Rosemeire Aires; a coordenadora do Centro Obstétrico do
HDO, enfermeira Sandra Aparecida, além de representantes dos seguintes
municípios: Aragominas, Araguanã, Babaçulândia, Barra do Ouro, Campos Lindos,
Carmolândia, Filadélfia, Goiatins, Muricilândia, Nova Olinda, Pau D’Arco, Santa
Fé do Araguaia, Wanderlândia, Piraquê, Xambioá e Araguaína.
Investigação de casos
De acordo com Lanna Nóbrega, que faz
parte da área técnica da Rede Cegonha do Município de Araguaína, o encontro
discute os estudos de casos para a investigação desses óbitos. “A gente analisa
aquele estudo de caso e o investiga, para saber se foi uma causa evitável ou
inevitável”, disse. “Todos os municípios da região Médio Norte Araguaia
discutem os seus casos e verificam estratégias que poderiam evitar aquele
óbito”, completou Lanna Nóbrega.
Segundo Maria Oneide Batista Viana,
da Vigilância em Saúde do Estado, o objetivo do Fórum é melhorar as
investigações dos óbitos, tentar minimizá-los, através dessas discussões com os
Municípios, onde eles ocorrem. “O Fórum tem esse objetivo: de investigar as
causas; porque a gente percebe que as causas são evitáveis. A gente tem hoje um
estudo na Vigilância Estadual que 80% ou mais é evitável; então a gente precisa
minimizar esse quantitativo, através desses fóruns”, explicou.
Recomendações
Ainda de acordo com Maria Oneide,
depois do Fórum são feitas recomendações aos Municípios. “A partir das nossas
discussões, as recomendações são demandadas para aquelas áreas técnicas que
fazem parte da equipe de saúde, para o gestor, para o próprio Ministério da
Saúde”, finalizou.