+Palmas não será a mesma após os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, afirma prefeito
Publicado em: 3 de Novembro de 2015 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
Após nove dias de uma verdadeira
mescla de cultura, costumes e tradições apresentadas por brasileiros e
estrangeiros na primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas que
Palmas sediou, o prefeito da cidade, Carlos Amastha, fez uma avaliação do evento.
"Como capital do mundo, Palmas não será a mesma após os Jogos", disse
emocionado durante a cerimônia de encerramento do evento, na noite desse
sábado, 31, na Arena Verde.
Amastha destacou os legados
financeiros, materiais e imateriais do evento, que teve início no último dia
22, com a disputa de futebol, e foi fechado nesta noite. "Temos que
dividir o sucesso em quatro partes: a financeira, o sucesso de público, o
legado imaterial, que de tão boa que foi a repercussão, não conseguimos
mensurar, e o legado material, que dá a Palmas a condição de futuramente sediar
eventos até mais importantes", comentou.
Economia
Em relação à questão financeira,
Amastha citou a movimentação da rede hoteleira, de bares, restaurantes e
serviços. "Foram R$ 2,5 milhões injetados na economia da cidade com os
Jogos. Turistas, competidores, membros de delegações e pessoas que vieram
trabalhar lotaram os hotéis, movimentaram bares e restaurantes, aluguel de
carros, táxi, sem contar os shoppings sempre lotados, lojistas faturando e muito.
Isso é garantia de emprego e renda para os empreendedores e trabalhadores
palmenses."
Legado imaterial Ao todo, o evento reuniu 24 países,
representados por cerca de 1.700 ateltas. Além disso, aproximadamente 400
jornalistas - do Brasil e exterior - foram credenciados para a cobertura dos
Jogos e 270 voluntários colaboraram com a organização dos Jogos e apoio aos
indígenas.Ao citar o chamado legado imaterial, Amastha se refere ao fato de
Palmas ter sido divulgada pelo mundo afora, por meio da imprensa internacional
que cobriu o evento, além das redes sociais que levaram o nome da capital
tocantinense para os quatro cantos do planeta.
"A cada dia um veículo de
comunicação de um país diferente dava destaque aos Jogos. E os principais do
Brasil e do mundo mantiveram, nesse período, o destaque ao evento. Isso é
positivo para Palmas, que atrai a atenção de turistas. Imagina quanta gente que
se encantou com as imagens que viu de Palmas e se interessou em conhecer",
declarou, ao citar que cerca de 400 jornalistas estavam credenciados para a
competição.
"Isso também remete ao legado
material. Além de turistas, investidores também olharam para Palmas. Temos uma
série de agendas com representantes de vários países para discutirmos
investimentos na nossa capital", complementou.
Recursos
Já sobre o chamado legado material, o
destaque ficou por conta da liberação de R$ 10 milhões do Governo Federal para
a construção do Complexo Esportivo no local onde foi montada a Vila dos Jogos,
com piscina olímpica. "É o reconhecimento da capacidade e estrutura de
Palmas, a receptividade maravilhosa dos palmenses que abraçaram o evento. Todos
foram bem recebidos. E quem não conhecia viu uma cidade planejada para o
futuro, com uma estrutura urbana digna de capital que recebeu a incumbência e
cumpriu com seu papel", finalizou.