+Prefeitos discutem propostas que viabilizam recebimento de repasses constitucionais
Publicado em: 27 de Novembro de 2015 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
A reunião foi provocada pela ATM no intuito de discutir as últimas tratativas de resolução do impasse, antes de uma possível judicialização do problema. “A situação está insustentável para todos os Municípios tocantinenses, em especial os municípios de grande porte, que pagam valores altos para manter hospitais de Pequeno Porte, as Unidades de Pronto Atendimento e o SAMU, serviços caros e com demandas diárias”, disse o presidente da ATM, prefeito de Brasilândia, João Emídio de Miranda. O líder dos prefeitos disse ainda que nos municípios de pequeno porte o problema é sentido na manutenção das farmácias básicas.
Presidente da ATM, prefeito de Brasilândia, João Emídio de Miranda - Foto: Karla Almeida
Dívida
de milhões
Segundo a ATM, o Governo do
Estado deixou de repassar aos Municípios tocantinenses cerca de R$ 35 milhões,
desde 2014. Do montante, mais da metade deve ser recebido por Palmas. O
prefeito de capital, Carlos Amastha, esteve presente no encontro e criticou a
postura da Secretaria Estadual de Saúde – SESAU em priorizar o pagamento da
folha salarial, em detrimento as prioridades de milhões de munícipes que
dependem dos serviços custeados pelos recursos de direito dos Municípios.
Gestor da terceira maior cidade do Tocantins, o prefeito Laurez Moreira também
participou da reunião.
Presidente da ATM (esq), prefeito de Palmas, Carlos Amastha (centro) e prefeito de Miranorte, Fred Melo (dir) - Foto: Karla Almeida
Conselho
A ATM acionou o Conselho
Estadual de Saúde, ao solicitar uma intervenção da entidade na resolução do
impasse. O presidente do conselho e secretário Municipal de Saúde de Porto
Nacional, Anderson Oliveira Costa, participou da reunião e adiantou que já foi
solicitado uma audiência com o Governo do Estado para discutir o assunto. Costa
disse que incluirá a ATM no encontro com o Executivo Estadual para que haja uma
pressão conjunta das entidades. De acordo com o presidente da ATM, “ há
possibilidades de uma possível judicialização do problema, caso o Governo do
Estado não apresente uma proposta concreta para a resolução definitiva do
problema”, disse Emídio.
Demais
repasses
Além dos recursos da saúde,
os repasses do Fundeb e do Transporte Escolar também estão atrasados, e foram
lembrados pela maioria dos prefeitos que participaram da reunião. O presidente
da ATM disse que aproveitará o encontro com o Governo do Estado para cobrar
também o recebimento desses recursos.