+Prefeitura de Araguaína articula consórcio entre municípios da região norte
Publicado em: 9 de Outubro de 2013 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
Neste primeiro momento, a intenção é reunir pelo menos 10 cidades (Araguaína, Wanderlândia, Darcinópolis, Carmolândia, Piraquê, Santa Fé do Araguaia, Nova Olinda, Babaçulândia, Muricilândia e Aragominas) para buscar soluções rápidas e eficientes para a instalação de um aterro sanitário na região.
“Temos um prazo
a cumprir, agosto de 2014, e podemos definir o funcionamento do aterro via
consórcio. O custo é reduzido para os municípios, até
porque é inviável economicamente a criação de um aterro para cada cidade,
principalmente as de pequeno porte”, explicou o Ronaldo, que também lembrou
que, na região norte a maior parte das cidades têm até 10 mil habitantes. “Esse
primeiro encontro serviu para explicarmos toda a estrutura do consórcio e suas
vantagens. Agora vamos agendar outras reuniões para tratar dos detalhes finais
do acordo”, informou consultor Fabiano Francisco de Souza, responsável pela
apresentação do estudo sobre o consórcio. Vantagens O
principal propósito do consórcio é promover o desenvolvimento sustentável, com
ampliação das potencialidades econômicas e redução das desigualdades entre os
municípios. Fabiano também ressalta que outras áreas podem ser contempladas
pela união das gestões. Para o
representante de Wanderlândia, o consultor João Batista, o consórcio representa
um alívio para os pequenos municípios. “Essa questão do Saneamento é um desafio
para nós. Mas vejo que esta união será muito vantajosa, as decisões tomadas em
conjunto serão muito mais acertadas”, reforçou.
Aplicação De
acordo com o Plano Nacional de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, até agosto de
2014 os municípios precisam implantar Aterros Sanitários devidamente adequados
para o recebimento do lixo doméstico. O consórcio intermunicipal possibilitará
o uso comum do local pelos municípios, dividindo o custo e aumentando as
oportunidades de captação de recursos. “Há, por exemplo, 140 milhões de reais
do Banco Mundial destinados para investimentos somente para municípios
consorciados”, acrescentou Fabiano. Cada
cidade custeará um valor proporcional ao uso do aterro e um veículo poderá ser
usado em mais de um município, projetando uma rota que contemple várias
cidades. “Muitas vezes o que a cidade produz de lixo não enche um caminhão e as
coletas não são diárias. Ao passar por outros municípios, ganhamos na logística
e há economia de recursos”, afirmou o prefeito Ronaldo Dimas.
“A questão do aterro sanitário é mais urgente,
todavia a saúde, a segurança pública e o desenvolvimento regional também podem
ser fortalecidos via consórcio”, pontuou. “Os programas federais de combate ao
crack também podem ser aplicados na região, já que, unidos, esses municípios
somam quase 225 mil habitantes. Os recursos só são investidos em cidades com
mais de 200 mil”, completou Dimas.