+Reforma política: prefeitos defendem eleições gerais, fim da reeleição e mandato de seis anos

Publicado em: 13 de Março de 2015 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021

A realização de eleições gerais, o fim da reeleição e a extensão de mandato para seis anos, a aprovação de voto distrital e o financiamento das campanhas com recursos exclusivamente públicos são algumas das propostas defendidas pelos prefeitos durante audiência pública da Comissão Especial da Reforma Política da Câmara dos Deputados, realizada nesta quinta-feira, 12.

 

 A comissão analisa as Propostas de Emendas à Constituição (PECs) 344/13, 352/13 entre outras, que propõem reformas no âmbito político eleitoral. No encontro a prefeita de São Bento do Una (PE), representou o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) Paulo Ziulkoski. A gestora apresentou uma pesquisa elaborada pela CNM que mostra a opinião dos prefeitos sobre o tema. Os lideres municipais defendem que o voto deve continuar a ser obrigatório. Já, a candidatura avulsa foi rejeitada juntamente com o recall, e o suplente de senador deve ser votado e nominado. 

 

Na mesma linha

 

O presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), prefeito de Brasilândia, João Emídio de Miranda, acompanha o entendimento da CNM. “Unificar as eleições em um único processo eliminará os entraves que o pleito eleitoral implica nos orçamentos das diferentes esferas. No período em que os prefeitos estão iniciando seus financiamentos, inicia-se a disputa eleitoral dos governos estaduais, federais e do parlamento, e nisso pouca coisa evolui. Depois, quando o governo começa a atuar, os prefeitos caminham para as eleições municipais”, frisou.

 

Mandato de seis anos

 

Na audiência pública também foi discutido a legalidade e algumas propostas para viabilizar a unificação das eleições no país. Nesse aspecto, a representante da CNM disse que é inviável um mandato tampão de dois anos em 2016, para unificação dos pleitos em 2018, conforme previsto da PEC 352/2013. “Nenhum prefeito vai querer concorrer a um mandato que na verdade, ele não vai ter possibilidade de executar nada para o seu Município”, ponderou a prefeita. 

 

Importância


O relator da comissão, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), agradeceu a CNM pelos dados, e ressaltou os resultados da pesquisa, diversas vezes, durante o debate. Ele também mencionou a importância de ouvir a Confederação – que representa a maioria dos Municípios.

 

O presidente da União dos Vereadores do Brasil (UVB), Gilson Conzatti, também participou da audiência proposta para debater, principalmente as eleições municipais. O Vereador em Iraí (RS) também defendeu a realização de eleições gerais, criticou a proposta de um mandato tampão. (Informações CNM)