+Secretaria Municipal da Mulher de Tocantinópolis promove reunião
Publicado em: 7 de Abril de 2016 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
Nesta quarta-feira (6), coordenadores e
integrantes das instituições que compõem a Rede de Atendimento à Mulher Vítima
de Violência Domestica, estiveram reunidos no plenário do Ministério Público
Estadual, com a professora da Universidade Federal do Tocantins, Liza Brasilio,
para em conjunto, debater e articular ações em defesa dos direitos e políticas
públicas em favor das mulheres de Tocantinópolis. Na pauta da reunião, estava a discussão
de alternativas para ampliar a colaboração entre os entes da Rede, no que
concerne ao enfrentamento e às vítimas de violência doméstica. O encontro
também fora propício para o detalhamento das atuações referente à Lei Maria da
Penha, firmando entre a coletividade participante, a realização de oficinas,
com afinco de conhecer e esclarecer eventuais dúvidas em relação à legislação. De acordo com a professora, é importante que os
profissionais que participam dos primeiros atendimentos e compõem a Rede,
tenham clareza e informações sobre a lei e os devidos procedimentos cabíveis
caso alguma vítima vier a sobre determinada violência. “As
instituições e todos que compõem esta Rede precisam de fato conhecer a Lei
Maria da Penha, pois se quisermos fazer parte desse projeto, devemos
primeiramente nos referendar conforme a lei, para assim, realizarmos as ações”, explicou Liza. A reunião foi apenas o princípio da
articulação da rede para reforçar o enfrentamento da violência contra as
mulheres. “Que possamos construir a Rede e que seja um canal de
comunicação e articulação para que possamos abordar a vítima realizando os
devidos procedimentos concernentes a Lei, realizando um trabalho protetivo e
coercitivo, a fim de tentar solucionar os problemas relativos à violência
contra a mulher”, concluiu Liza Brasilio.
Durante a reunião, foram elencadas várias ideias e demandas sobre as situações
enfrentadas durante o cotidiano de atendimento. Uma das principais dificuldades
relatadas é sobre a aceitação da vítima quanto à denúncia do agressor, pois
muitas das vezes a vítima não aceita denunciar o atacante por motivos de
retaliação.
Ficou acordado entre o
público presente que as oficinas de estudo da Lei Maria da Penha, para os
coordenadores da Rede de Proteção à Mulher, terá início nesta quinta-feira (7),
às 15h, na Universidade Federal do Tocantins. A expectativa é que as oficinas aconteçam
sempre neste mesmo dia e horário ou conforme a demanda dos participantes. A
iniciativa da criação, implantação e efetivação da Rede é uma ação da
Secretaria Municipal da Mulher de Tocantinópolis.