+XVIII Marcha a Brasília apresenta nove reivindicações ao Congresso Nacional e Governo Federal
Publicado em: 29 de Maio de 2015 Atualizado em: 8 de Janeiro de 2021
O presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), prefeito de Brasilândia, João Emídio de Miranda, destaca as principais propostas do movimento. “Requeremos a extinção da incidência do PASEP nas transferências para Estados e Municípios; aumento da parcela do IPI Exportação de 10% para 12%; aumento do FPE de 21,5% para 22,5%; permissão para que Estados e Municípios possam cobrar as operadoras de plano de saúde; prorrogação do prazo do encerramento dos lixões, entre outras reivindicações”, elencou.

João Emídio de Miranda, presidente da ATM Prefeitos ouvem atentamente os discursos de deputados, senadores, governadores e ministros
Demais
solicitações
Além das cobranças
mencionadas pelo presidente da ATM, o movimento municipalista pede a alteração
do peso do Valor Adicionado Fiscal de 75% para 50% na composição do índice de
retorno do ICMS. Nesse caso, os Municípios que possuem grandes arrecadações de
ICMS receberiam apenas a metade do montante, sendo que o restante seria
dividido com os Municípios de baixa arrecadação do Imposto. Além disso, os
gestores pedem a liberação de Depósitos Judiciais para utilização de Estados e
Municípios, para o pagamento e/ou abatimento da dívida desses entes federativos com a União.
Vale destacar ainda a pressão
do municipalismo aos parlamentares para a aprovação da PEC 172, que define que
estados e municípios só assumirão encargo ou prestação de serviços delegados
pela União se houver previsão de repasses financeiros, bem como o apoio para
que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue logo os recursos ligados aos
royalties de petróleo.
Discussões
As reivindicações foram
elaboradas após intensas discussões entre os prefeitos e lideranças políticas
do cenário nacional. Num primeiro instante participou o secretário de Relações
Institucionais da Presidência da República, Olavo Noleto. O representante do
Governo Federal disse que o vice – presidente da República, Michel Temer,
firmou o compromisso de trabalhar a prorrogação do cancelamento dos Restos a
Pagar (RAP), prevista para ocorrer dia 30 de junho. Atualmente, a União deve
aproximadamente 36 bilhões de RAP. 
Já o presidente da Câmara
dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), afirmou, a milhares de prefeitos, que as
propostas prioritárias do movimento municipalista serão votadas, destacando que
a PEC 172 será votada ainda neste primeiro semestre. O presidente do Senado
Renan Calheiros lembrou a importância de se realizar uma revisão do Pacto
Federativo para que se possam priorizar as demandas melhorando assim as
condições dos Municípios.
Pacto
Federativo
O relator do Pacto
Federativo, deputado André Moura (SE) disse que acatou em seu relatório
preliminar várias reivindicações da CNM que beneficiam os entes federados, ao
reconhecer a difícil situação dos Municípios e a legitimidade do movimento
municipalista. Entre as sugestões acolhidas pelo deputado, classificou que o
pagamento do Piso Nacional dos professores é “o grande gargalo” da causa
municipalista.
A carta da XVII Marcha com
as nove reivindicações e também sugestões foram protocaladas nesta quinta-feira,
no Congresso Nacional e enviada ao Governo Federal. (Victor Morais/Ascom ATM – Com informações da CNM)